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derrete nas mãos [entries|friends|calendar]
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new livejournal [11 Sep 2004|01:19am]





- baillarina

p.s.: wish me luck for tomorrow. at 9 pm i'll be acting on a stage in Leiria, so i'll appreciate if you send me all your good energy. :D

26 movimentos| danças?

lost in cheap delirium #2 [09 Sep 2004|12:38pm]
[ mood | insomnia ]



e um dia resolve sair de casa. não sabe porquê, mas está disposta a ver o que o mundo tem para lhe oferecer. está um dia solarengo e o sol fere-lhe a vista e queima-lhe a pele, mas recuar não está nos seus planos. segue o seu caminho ao encontro do acaso. nunca se sentiu tão corajosa.
por vezes pára para observar as pessoas. traços tão bonitos, movimentos tão sublimes merecem ser observados com atenção. e depois os sons. sons esses que dão vontade de dançar. rodopiar até não aguentar mais e cair no chão. as vozes, o sorriso entre amigos, o bater do coração dos enamorados, a gargalhada de um bébé, os passos na calçada de todos aqueles desconhecidos. nunca se sentiu tão feliz.
de repente, sentiu uma aragem fria e sem dar por ela, uma forte chuva cai sobre todos. enquanto toda a gente corre para se esconder da chuva, ela fica parada no meio da rua. fecha os olhos e abre os braços, como se de um ritual de boas vindas se tratasse. como se quisesse abraçar a chuva e sentir-lhe o sabor. a chuva gela-lhe a pele, mas aquece-lhe os sentidos. o sabor da chuva, o cheiro a terra molhada, o frio que sentia por todo o corpo... nunca se sentiu tão viva. nunca se sentiu tão.


7 movimentos| danças?

(des)equilíbrio [08 Sep 2004|12:15am]
[ mood | tired ]






12 movimentos| danças?

my neighbourhoud [06 Sep 2004|01:35am]
[ mood | tired ]










10 movimentos| danças?

par avion project [04 Sep 2004|12:00am]
[ mood | okay ]


a project thought by inês (stillframed) and marta (septemberdays).
all the information you need here.

[03 Sep 2004|02:28am]

«Se eu quisesse, enlouquecia. Sei uma quantidade de histórias terriveis. Vi muita coisa, contaram-me casos extraordinários, eu próprio... Enfim, às vezes já não consigo arrumar tudo isso. Porque, sabe?, acorda-se às quatro da manhã num quarto vazio, acende-se um cigarro... Está a ver? A pequena luz do fósforo levanta de repente a massa das sombras, a camisa caída sobre a cadeira ganha um volume impossível, a nossa vida... compreende?... a nossa vida, a vida inteira está ali como... como um acontecimento excessivo... Tem de se arrumar muito depressa. Há felizmente o estilo. Não calcula o que seja? Vejamos: o estilo é um modo subtil de transferir a confusão e violência da vida para o plano mental de uma unidade de significação. Faço-me entender? Não? Bem, não aguentamos a desordem estuporada da vida. E então pegamos nela reduzimo-la a dois ou três tópicos que se equacionam. Depois, por meio de uma operação intelectual, dizemos que esses tópicos se encontram no tópico comum, suponhamos, do Amor ou da Morte. Percebe? Uma dessas abstrações que servem para tudo. O cigarro consome-se, não é?, a calma volta. Mas pode imaginar o que seja isto todas as noites, durante semanas ou meses ou anos?»

in Os passos em volta - Estilo, Herberto Helder

4 movimentos| danças?

jam session - 15/08 #3 [02 Sep 2004|11:34pm]









2 movimentos| danças?

constatação [01 Sep 2004|11:25pm]



é de mim que tenho medo, não do mundo nem das pessoas que vivem nele, mas de mim e de mim apenas. medo de me perder na ilusão do ser, do ter, do sentir. medo de me perder na imensidão das coisas e não aguentar a beleza do mundo. tenho medo de me envolver demasiado, perder o controlo e não saber voltar a mim. tenho medo de perder a minha solidão, companheira dos momentos mais e menos difíceis e não saber como lidar com isso.

e se eu perco a minha insanidade? como é que vai ser no momento em que deixar de ralhar no meio do metro por ver bilhetes espalhados no chão, quando existem caixotes do lixo logo ali? como vai ser quando deixar de questionar a minha existência e aceitar tudo como se fosse natural? vou deixar de ser eu. e se isso acontecer, como vou reagir com o novo eu? levei 21 anos a aceitar-me, não quero voltar atrás. agora sinto-me confortável com o que sou, se mudar que seja para melhor.

gostava de dizer coisas bonitas, mas de momento não consigo pensar em muito mais do que isto. a mudança que se avizinha preenche-me o pensamento e dá-me pouco espaço para pensar noutras coisas. estas duas semanas que se seguem vão ser as mais difíceis dos meus 21 anos. e as mais pesadas.


6 movimentos| danças?

#2 [20 Aug 2004|05:38pm]








6 movimentos| danças?

lost in cheap delirium #1 [19 Aug 2004|03:12pm]
[ mood | insomnia ]



é tudo tão vago. há um céu enfeitado com nuvens e uma estrada enorme à minha frente e o medo de dar o passo é maior. maior do que deveria ser. é muito mais fácil ficar a ver a vida do lado de fora. essa opção é realmente muito tentadora, mas só de pensar nisso dá-me náuseas. fecho os olhos e respiro fundo, mas as pernas não me obedecem. o medo paraliza-me e a única coisa que consigo mover é o pensamento. esse não pára! de um lado para o outro, diz, contradiz. parece não haver nada que o pare. tento mover a cabeça para ver o que se passa à minha volta, mas não consigo tirar os olhos do horizonte. parece que estou à espera de algo. como se alguma coisa pudesse surgir de repente e me fizesse mover. era preciso estar atenta. pensar nisso fazia-me sorrir. acreditar que poderia haver algo suficientemente forte que me fizesse esquecer o medo de viver, enchia-me de esperança. enquanto sonho acordada, esqueço-me que o passo tem de ser dado. mais cedo ou mais tarde. que seja mais cedo.



6 movimentos| danças?

[17 Aug 2004|05:58pm]
[ mood | strangely calm ]
















12 movimentos| danças?

colorblind [15 Aug 2004|04:40pm]





I am colorblind
Coffee black and egg white
Pull me out from inside
I am ready
I am

Taffy stuck, tongue tied
Stuttered shook and uptight
Pull me out from inside
I am ready
I am fine

I am covered in skin
No one gets to come in
Pull me out from inside
I am folded, and unfolded, and unfolding

I am
colorblind
Coffee black and egg white
Pull me out from inside
I am ready
I am fine

14 movimentos| danças?

[11 Aug 2004|07:26pm]






gosto de ouvir um bom físico a falar. já um matemático, dá-me sono.


11 movimentos| danças?

Óbidos [10 Aug 2004|05:55pm]








24-07-2004






32 movimentos| danças?

"o perfume de uma felicidade desconhecida" [05 Aug 2004|12:38am]



«Só o acaso pode ser interpretado como uma mensagem. O que acontece por necessidade, o que já era esperado e se repete todos os dias é perfeitamente mudo. Só o acaso fala. Nele é que deve tentar-se ler, como as ciganas fazem com as figuras deixadas no fundo de uma chávena pela borra de café.»

(...)

«O acaso tem destes sortilégios, a necessidade, não. Para um amor se tornar inesquecível é preciso que, desde o primeiro momento, os acasos se reúnam nele como os pássaros nos ombros de São Francisco de Assis.»
Milan Kundera in A Insustentável leveza do ser



15 movimentos| danças?

i try and i try and i try... [04 Aug 2004|02:45pm]
[ mood | disappointed ]






1 2 3 4


...and i can do nothing right. i feel frustrated. it's sad, very sad.



13 movimentos| danças?

what are the dreams made of? [03 Aug 2004|05:51pm]
[ mood | sick ]







(i heard somewhere to never put red and brown in the same picture. i'm still trying to understand why.)


16 movimentos| danças?

[02 Aug 2004|09:05pm]



- 'I have a love in my life. It makes me stronger than anything you can imagine.'



16 movimentos| danças?

[31 Jul 2004|02:11pm]



«por amor de Deus, parem com isso dentro da minha cabeça.»
álvaro de campos




[25 Jul 2004|07:13pm]

ao atender o telefone, reconheci a voz de alguém que não vejo há muito tempo. caí. caí sem ninguém dar por isso. continuei a sorrir, com uma voz alegre e antes que começasse a chorar, passei o telefone à minha mãe. é uma prima de Peniche. uma prima que não vejo desde... desde que o meu avô ficou doente e de cama. há oito anos. afastámo-nos porque somos todos muito orgulhosos. no fundo é isso - orgulho. Peniche, aquela casa, aquelas pessoas, eram o meu refúgio. era lá que me escondia. foi lá que passei os meus onze aniversários.

tenho tantas saudades!... da minha infância passada lá, das pessoas, das crianças com quem brincava, dos meus primos, da praia, da casa, do seu cheiro... do meu avô. do meu avô na varanda e da minha avó a acenar da janela da cozinha e da minha cara pequenina colada ao vidro do toyota velho com um sorriso maior do que mostrava. subia aquelas escadas a correr para ir ao encontro do meu avô e lembro-me de não ter braços suficientes para o abraçar.

não me deu tempo para crescer - morreu-me cedo demais. sinto falta do seu abraço forte, do seu sorriso, das suas bochechas, de me encostar à sua barriga, de passear consigo na lota, de brincar consigo. sinto tanto a sua falta avô! e peço-lhe desculpa por, naquela altura, acreditar que seria melhor se tivesse morrido no seu lugar, mas a ideia de lhe perder era-me insuportável. eu via a falta que iria fazer - e que ainda faz - a todos nós e era tudo doloroso demais.

lembro-me do primeiro pensamento que tive quando faleceu. «agora o meu avô vai poder ver-me dançar». de momento, não tenho tanta certeza se isso alguma vez aconteceu. e tenho medo. tenho medo que tenha andado perdido, sem saber ao certo o que lhe aconteceu ou para onde ir. tenho medo que o seu sofrimento tenha-se prolongado mais do que os 3 anos que esteve acamado. tenho medo que a minha tristeza e consequente descrença, o tenha prejudicado. (desculpe-me.)

as saudades que tenho de si, avô, são mais do que alguma vez conseguirei exprimir. nunca conseguirei mostrar a falta que me faz. não existem palavras que o consigam fazer. é demais. talvez as minhas lágrimas consigam. talvez as minhas lágrimas. talvez. talvez...

13 movimentos| danças?

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